"Esperança Sem Fronteiras": Fortalece a Luta contra Violência à mulher em Ponta Porã

Um novo capítulo na luta contra a violência de gênero começou a ser escrito na fronteira entre Brasil e Paraguai. O Centro Internacional de Convenções de Ponta Porã é palco na manhã deste sábado (30), de audiência pública Rede Fronteiriça de Atendimento às Mulheres, uma iniciativa inovadora que promete romper barreiras geográficas e culturais para oferecer suporte integral a vítimas de violência. Com a presença de autoridades: Prefeito Eduardo Campos, Vice Patrick Derzi, primeira dama Paula Campos, vereadores: Anny Espíndola e Gabriel Arce, de Ponta Porã da ex-ministra das Mulheres Cida Gonçalves, representantes da sociedade civil e ativistas, o evento celebrou a união de forças em prol de uma causa urgente.
A Rede é um esforço conjunto que integra diversas instituições e serviços de ambos os países. Seu objetivo principal é fornecer um atendimento mais rápido, eficiente e humanizado, garantindo que a mulher em situação de violência receba todo o apoio necessário, desde o registro da ocorrência até o acompanhamento psicológico e jurídico. A iniciativa reconhece que, em uma região de fronteira, a mobilidade e as diferenças legislativas podem ser obstáculos adicionais para quem busca ajuda.
"A violência não tem fronteiras, e a nossa rede também não terá", declarou a coordenadora do projeto, destacando a importância da colaboração mútua. A Rede Fronteiriça de Atendimento às Mulheres funcionará como um sistema integrado, conectando delegacias, centros de referência, abrigos, serviços de saúde e a Justiça. O compartilhamento de informações e a capacitação contínua dos profissionais envolvidos são pilares fundamentais para o sucesso da ação.
Durante o lançamento, foram apresentadas as principais frentes de atuação: uma central de acolhimento unificada para denúncias, atendimento psicossocial especializado e a criação de abrigos de emergência com capacidade para atender mulheres e seus filhos. A rede também prevê a realização de campanhas de conscientização e programas de educação em escolas, visando a prevenção e a desconstrução de padrões de violência.
A Rede Fronteiriça é um símbolo de esperança e resiliência, mostrando que, mesmo em face de desafios complexos, a união e a solidariedade podem abrir caminhos para um futuro mais seguro e justo. Sua implementação representa um avanço significativo na proteção dos direitos humanos das mulheres na região.
Texto: Jornalista Pedro Lopez
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