Campo Grande: Ministério Público passa a investigar morte de bebê de oito meses

Outubro 22, 2026 - 13:34
Campo Grande: Ministério Público passa a investigar morte de bebê de oito meses
Foto: Roberta Martins

O MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) passou, oficialmente, a investigar os incidentes que culminaram na morte da menina Anna Laura, bebê de apenas oito meses que morreu depois de dar entrada em uma UPA (Unidade de Pronto Atendimento) de Campo Grande. Após um retorno, ela foi encaminhada a mais de um hospital e acabou perdendo a vida em um deles. A Avem-MS (Associação de Vítimas de Erros Médicos de Mato Grosso do Sul) atua no caso e, nesta semana, trabalhou para que a denúncia da família fosse investigada.

O anúncio foi feito ao jornal O Estado pelo presidente da Avem-MS, Valdemar Moraes, e confirmada pela equipe de comunicação do MPMS. À reportagem, o órgão explicou que as apurações preliminares de possíveis falhas na assistência médico-hospitalar já estão sendo realizadas e que a entidade agora aguarda por informações complementares da Avem-MS, mas que ainda não há conclusão a respeito das irregularidades.

“Também foram determinadas diligências junto à Sesau (Secretaria Municipal de Saúde de Campo Grande), à SES (Secretaria de Estado de Saúde) à Funsau (Fundação Serviços de Saúde de Mato Grosso do Sul), ao Hospital do Câncer, ao CRM-MS (Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso do Sul) e à Depca (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente”.

Na tarde da última terça-feira (20), a família de Anna Laura, com o apoio da Avem-MS, organizou um ato em frente à UPA Universitário, onde tudo começou. Em um relato emocionante, a mãe da criança, Ana Maria Morel, desconfia que houve falha no processo de tratamento da menina.

“Eu quero saber o que aconteceu. Por que me falaram que não tinham exames, sendo que eu estou com os exames? […] Eu quero resposta, eu quero justiça. Eu quero saber o que aconteceu com a minha filha”. As manifestações pedindo por esclarecimentos ainda continuam nesta semana.

A reportagem procurou a Sesau, que respondeu no dia seguinte. Segundo a instituição, que manifestou pesar pelo falecimento de Anna Laura, afirma que as solicitações foram encaminhadas aos serviços de referência.

“A Sesau reforça que sua atuação se concentrou no cumprimento rigoroso, transparente e célere dos protocolos de regulação e encaminhamento na rede pública. Contudo, diante dos relatos e questionamentos apresentados pela família, a Secretaria informa que acompanhará atentamente a apuração dos fatos. Os prontuários médicos e relatórios técnicos de atendimento serão acompanhados e analisados pelos órgãos de controle competentes para que as circunstâncias da assistência sejam devidamente esclarecidas”, escreveu em nota.

O Estado Online