Estado importou 116 mil toneladas no período: MS reduz importação de fertilizantes em 22% entre janeiro e setembro

Outubro 20, 2026 - 06:04
Estado importou 116 mil toneladas no período: MS reduz importação de fertilizantes em 22% entre janeiro e setembro
Foto: Marcos Maluf (Comunicação Aprosoja/MS)

Mato Grosso do Sul importou 116 mil toneladas de fertilizantes entre janeiro e setembro de 2026, volume 22% menor que o registrado no mesmo período de 2025, quando as compras externas somaram 148,6 mil toneladas. Os dados são do Boletim de Fertilizantes de setembro da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso do Sul (Aprosoja/MS), com base em informações do ComexStat.

A maior retração ocorreu nas importações de fertilizantes fosfatados, que caíram 42%, passando de 15 mil toneladas nos nove primeiros meses de 2025 para 8,7 mil toneladas em 2026.

As compras de fertilizantes nitrogenados também diminuíram. O volume passou de 87,2 mil toneladas para 57,6 mil toneladas, queda de 34% na comparação anual.

Em sentido contrário, as importações de fertilizantes potássicos aumentaram 27,7%, de 26,7 mil toneladas para 34,1 mil toneladas no período.

Importações também caem no Brasil

No cenário nacional, as importações de fertilizantes somaram 28,6 milhões de toneladas entre janeiro e setembro de 2026, ante 33,8 milhões de toneladas no mesmo intervalo de 2025. A redução foi de 15,4%, segundo os dados citados no boletim da Aprosoja/MS.

Para o analista de Economia da entidade, Linneu Borges Filho, a retração precisa ser avaliada junto ao comportamento dos preços e às condições de compra dos insumos.

“Tivemos essa retração no volume importado entre janeiro e setembro, mas esse dado, isoladamente, não significa que haverá falta de fertilizantes. O ponto de atenção é como as condições do mercado internacional podem afetar os custos de aquisição e o planejamento financeiro das propriedades”, afirma.

Queda nas compras não significa falta de fertilizantes

De acordo com o boletim, a demanda interna enfraquecida e os riscos relacionados aos preços internacionais mantêm incertezas sobre as importações brasileiras.

A redução no volume importado não significa, necessariamente, desabastecimento ou diminuição da adubação nas propriedades rurais. O impacto sobre as lavouras depende de fatores como disponibilidade dos produtos no mercado interno, estoques, preços e momento de aquisição.

Para os produtores de soja e milho, a análise dos custos, do poder de compra e das necessidades agronômicas é importante para planejar a aquisição de insumos e o manejo das lavouras.

O Estado Online