Mercado: Entrada de carne bovina brasileira nos EUA cresce 32% em 2026
A entrada de carne bovina brasileira nos Estados Unidos cresceu 32% em 2026, na comparação com o mesmo período do ano passado. Até a semana encerrada em 3 de outubro, cerca de 264,9 mil toneladas do produto brasileiro não processado haviam sido liberadas para entrada no mercado americano, segundo dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).
O volume inclui carne refrigerada e congelada, mas não contempla produtos bovinos processados. Apesar do avanço brasileiro, a Austrália permanece à frente em quantidade, com 400,6 mil toneladas liberadas no mesmo período, alta de 15% em relação a 2025.
O crescimento das entradas ocorre em um cenário de menor produção de carne bovina nos Estados Unidos e de aumento da necessidade de importações. Relatório de oferta e demanda divulgado pelo USDA na sexta-feira (9) estima que as compras externas americanas cheguem a 2,88 milhões de toneladas em 2026, avanço de 17,8% sobre o ano anterior.
A projeção para este ano foi elevada em aproximadamente 39 mil toneladas em relação à estimativa de setembro. Para 2027, o departamento prevê importações de 2,80 milhões de toneladas, cerca de 57 mil toneladas acima do cálculo anterior.
Produção americana deve cair em 2027
O USDA reduziu a estimativa de produção de carne bovina dos Estados Unidos para 11,28 milhões de toneladas em 2026, queda de 4,6% em relação ao ano anterior.
A revisão considera a redução no abate de machos e novilhas, além de carcaças mais leves no segundo semestre. O aumento do abate de vacas deve compensar apenas parte da diminuição da oferta.
Para 2027, a produção foi estimada em 11,22 milhões de toneladas, recuo de 0,5% em relação a 2026. A projeção considera a menor entrada de animais nos confinamentos no segundo semestre deste ano, movimento que pode limitar a disponibilidade de bovinos terminados no início do próximo ano.
Com a oferta interna restrita, os Estados Unidos devem continuar recorrendo ao mercado internacional para atender à demanda por carne bovina.
Brasil amplia participação, mas Austrália lidera
Os dados do USDA mostram que o Brasil ampliou o volume de carne bovina liberado para entrada nos Estados Unidos em ritmo superior ao da Austrália. Enquanto o produto brasileiro avançou 32% no acumulado até o início de outubro, o volume australiano cresceu 15%.
Em quantidade, porém, a Austrália segue à frente: foram 400,6 mil toneladas, contra 264,9 mil toneladas do Brasil.
O cenário de importações elevadas nos Estados Unidos mantém o mercado americano no radar dos exportadores de carne bovina. Ainda assim, o relatório do USDA não aponta aumento na previsão dos preços do gado americano, mesmo diante da redução estimada na produção.
** Com informações de Portal Beef Central | Abrafrigo







