Vigilância nas fronteiras: O radar que protege o céu de Mato Grosso do Sul
A imagem de uma imponente torre de comunicações emoldurada pelo pôr do sol em Ponta Porã revela muito mais do que uma estrutura técnica; ela representa um pilar da soberania nacional. A placa identifica a EACEA-HPP (Estação de Apoio ao Controle do Espaço Aéreo), unidade subordinada ao DTCEA-CG (Destacamento de Controle do Espaço Aéreo de Campo Grande) sob o comando da Aeronáutica.
Função e importância estratégica
A principal função desta unidade é a vigilância e o controle do tráfego aéreo. Equipada com radares de última geração, a estação tem a capacidade de detectar aeronaves em voos de baixa altitude, algo crucial para monitorar a extensa fronteira seca entre o Brasil e o Paraguai.
Sua importância para a segurança aérea é vital por dois motivos principais:
Segurança de Voo: Garante que aeronaves civis e militares naveguem com separação segura, evitando colisões e fornecendo auxílio em caso de emergências.
Defesa Nacional: Atua como "os olhos" da Força Aérea Brasileira (FAB) no combate a ilícitos transfronteiriços, como o tráfico de drogas e armas, permitindo que caças de interceptação sejam acionados com precisão tridimensional.
Presença no Mato Grosso do Sul
O serviço de controle e vigilância aérea é distribuído estrategicamente pelo estado para garantir cobertura total. Além de Ponta Porã, as cidades que compõem esta rede de proteção no Mato Grosso do Sul incluem:
Campo Grande: Sede do principal destacamento (DTCEA-CG) e da Base Aérea.
Corumbá: Ponto estratégico na fronteira com a Bolívia.
Porto Murtinho: Estação fundamental para o monitoramento da calha do Rio Paraguai.
Essas unidades operam 24 horas por dia, integradas ao CINDACTA II, assegurando que o céu sul-mato-grossense permaneça um ambiente seguro e controlado.
Por Pedro Lopez






