Ameaças: Coordenador de campanha de Hélio Peluffo denuncia ameaças e intimidações por WhatsApp em Ponta Porã

Setembro 22, 2026 - 13:13
Ameaças: Coordenador de campanha de Hélio Peluffo denuncia ameaças e intimidações por WhatsApp em Ponta Porã
(Divulgação)

Professor Victor Manoel Fernandes Almada, de 57 anos, procurou a Polícia Civil após receber mensagens, áudios e ligações de um número com código internacional do Paraguai

O coordenador da campanha do ex-prefeito de Ponta Porã e atual candidato a deputado estadual Hélio Peluffo registrou ocorrência na Polícia Civil após denunciar uma sequência de ameaças e intimidações recebidas pelo WhatsApp. O caso foi formalizado na Delegacia Regional de Polícia de Ponta Porã na segunda-feira (21).

De acordo com o boletim de ocorrência, o professor Victor Manoel Fernandes Almada, de 57 anos, passou a receber mensagens de texto, áudios e ligações telefônicas insistentes a partir de um número com código internacional do Paraguai. O usuário da linha não estava identificado na agenda de contatos da vítima.

Segundo o relato apresentado à polícia, os contatos começaram aproximadamente na sexta-feira anterior ao registro. Além das ligações não atendidas, o interlocutor teria enviado mensagens com conteúdo interpretado como ameaçador e relacionado à atuação política de Almada.

Em uma das mensagens, após uma conversa sobre personagens e propaganda política, o autor teria escrito: “vc nem sonha com quem ta falando” e, na sequência, “hora q vc sonha vai ver só”. Em outro momento, a ameaça teria sido ainda mais explícita: “vai ver só o que vou fazer com vc pra larga a mão de ser idiota”.

Ainda conforme o boletim, também foram encaminhadas mensagens como “amanhã vamos ver”e “o que vai passar contigo”, acompanhadas de novas tentativas de ligação. A vítima afirmou que os contatos ocorreram de forma reiterada e provocaram sensação de medo e insegurança.

Almada informou exercer participação ativa em atividades políticas e confirmou que atualmente auxilia a campanha eleitoral de Hélio Peluffo. Segundo ele, o conteúdo das mensagens fazia referências diretas à política e trazia advertências para que “pegasse leve” em sua atuação. O interlocutor teria afirmado que, caso contrário, ele sofreria “represália”.

Apesar das ameaças, a vítima declarou não saber quem está por trás das mensagens nem ter segurança de que o autor pertença a alguma organização criminosa. O único elemento identificado até o momento é que os contatos partiram, aparentemente, de uma linha telefônica com código internacional do Paraguai.

O professor também relatou à Polícia Civil que já havia sido alvo de grave intimidação durante uma campanha eleitoral anterior, quando indivíduos armados teriam feito ameaças. Por esse motivo, decidiu não ignorar os novos episódios e formalizar a denúncia.

A ocorrência foi registrada, em tese, como possível prática do crime de ameaça, previsto no artigo 147 do Código Penal. O autor ainda não foi identificado. A polícia recebeu capturas de tela das conversas, registros das ligações e arquivos de áudio, que deverão ser preservados e analisados durante a investigação.

Os materiais podem auxiliar na identificação do usuário da linha telefônica e na apuração da autoria, da motivação das ameaças e da eventual existência de outros crimes relacionados. O caso é conduzido pela Polícia Civil de Ponta Porã.

Até o momento, não há confirmação oficial sobre a identidade do responsável pelas mensagens, tampouco sobre eventual vínculo com grupo criminoso. A investigação deverá esclarecer se as ameaças foram motivadas exclusivamente pela atividade política da vítima e se representam risco concreto à segurança dele e de seus familiares.