Avalia economista: MS deve escapar dos maiores impactos do tarifaço dos Estados Unidos
Mato Grosso do Sul deve sofrer impactos limitados com a nova tarifa de importação anunciada pelos Estados Unidos para produtos brasileiros. A avaliação é do economista e diretor da Agricon Consultoria, Fábio Ferreira Júnior, que aponta que os principais produtos exportados pelo Estado ao mercado norte-americano ficaram de fora da sobretaxa de 25%.
Segundo o economista, as exportações para os Estados Unidos representam menos de 7% de tudo o que Mato Grosso do Sul vende ao exterior, reduzindo a exposição da economia estadual às mudanças nas regras comerciais.
“Os principais produtos da pauta exportadora para os Estados Unidos – carne bovina, ferro-gusa e celulose – foram poupados da sobretaxa de 25%, preservando a competitividade da indústria sul-mato-grossense”, afirma.
De janeiro a junho de 2026, Mato Grosso do Sul exportou mais de US$ 370 milhões para o mercado norte-americano. A carne bovina respondeu por mais da metade desse total e, somada às vendas de ferro-gusa e celulose, representa mais de 87% das exportações sul-mato-grossenses destinadas aos Estados Unidos.
Na avaliação de Fábio Ferreira Júnior, a exclusão desses produtos garante a manutenção da competitividade dos principais setores exportadores do Estado, preservando a produção, o faturamento e os empregos ligados às cadeias produtivas.
“O único produto atingido pela sobretaxa foi o sebo bovino, mas o impacto tende a ser pequeno, já que ele representa menos de 3% das exportações de Mato Grosso do Sul para os Estados Unidos”, explica.
Apesar do cenário favorável, o economista ressalta que o episódio serve de alerta para a necessidade de ampliar a diversificação dos mercados compradores e da pauta exportadora.
“Mato Grosso do Sul sai praticamente ileso do tarifaço, mas esse episódio mostra a importância de investir em novos mercados, agregar valor às cadeias produtivas e fortalecer a indústria exportadora. Quanto maior a diversificação, menor será a vulnerabilidade diante de mudanças geopolíticas e comerciais”, destaca.
Para a Agricon Consultoria, o cenário reforça a importância do planejamento econômico e da inteligência de mercado para que empresas e governos estejam preparados para responder às oscilações do comércio internacional e preservar a competitividade das exportações sul-mato-grossenses.
O Estado Online







