Brasil teme perder mercado de feijão na Venezuela para os Estados Unidos
O Instituto Brasileiro do Feijão e Pulses (Ibrafe) alerta que o Brasil pode perder mercado na Venezuela para os Estados Unidos. De acordo com a entidade, sem as compras do país vizinho, o excedente da produção deve pressionar os preços internos, o que tende a desestimular o plantio nas próximas safras.
A Venezuela ocupa, atualmente, a sexta posição no ranking mundial dos principais importadores de feijão. Em 2025, comprou do Brasil cerca de 16 mil toneladas, com receita de, aproximadamente, US$ 13,5 milhões. Contudo, em 2024, o volume foi mais do que o dobro: 39 mil toneladas, com faturamento de US$ 45 milhões.
Segundo o Ibrafe, o cenário de 2026 aponta para uma ofensiva dos Estados Unidos atrelado à reconstrução econômica venezuelana atrelada à exploração de petróleo e a acordos de exclusividade agrícola.
Diante da possível perda deste importante mercado, o setor agora concentra esforços na abertura de novos destinos para o feijão brasileiro. “Abrir o mercado da Colômbia e trabalhar melhor o mercado da Costa Rica porque são mercados que nos interessam, são mercados que consomem feijão-preto, além de o próprio mercado norte-americano. Os Estados Unidos apertam de um lado, mas abrem um flanco do outro lado”, detalha o presidente do Instituto, Marcelo Lüders.
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