Nova ameaça: Coordenador de campanha de Hélio Peluffo volta a receber ameaças por WhatsApp
Professor Victor Manoel Fernandes Almada, de 57 anos, recebeu nova mensagem de um número com código internacional do Paraguai após denunciar ameaças anteriores à Polícia Civil
O professor Victor Manoel Fernandes Almada, de 57 anos, coordenador da campanha do ex-prefeito de Ponta Porã e atual candidato a deputado estadual Hélio Peluffo, voltou a receber ameaças por meio do WhatsApp após a divulgação de uma notícia sobre o caso. A nova mensagem partiu do número +595 973 480215, com código internacional do Paraguai.
Na mensagem, o remetente teria escrito: “Caminhada é o seguinte pode fazer denuncia onde vc quiser na civil na PF onde vc quiser mas dá próxima vez q fizer isso vou queimar sua casa fais sua politica de boa (sic)”.
O novo episódio ocorre após Almada registrar uma ocorrência na Delegacia Regional de Polícia de Ponta Porã, na segunda-feira (21), relatando uma sequência de mensagens, áudios e ligações que, segundo ele, continham ameaças e intimidações.
Ameaças anteriores
Conforme o registro policial, os primeiros contatos partiram de um número com código internacional do Paraguai e começaram aproximadamente na sexta-feira anterior à denúncia. O interlocutor teria feito ligações insistentes e enviado mensagens com conteúdo relacionado à atuação política de Almada.
Entre as mensagens relatadas anteriormente estavam frases como “vc nem sonha com quem ta falando”, “hora q vc sonha vai ver só” e “vai ver só o que vou fazer com vc pra larga a mão de ser idiota”.
Também teriam sido enviadas mensagens como “amanhã vamos ver” e “o que vai passar contigo”, além de novas tentativas de ligação.
Almada relatou à Polícia Civil que participa de atividades políticas e atualmente auxilia a campanha de Hélio Peluffo. Segundo o professor, as mensagens faziam referências à política e continham advertências para que ele “pegasse leve” em sua atuação.
Na ocorrência anterior, Almada afirmou não saber quem estaria por trás dos contatos e disse não ter informações que comprovassem eventual vínculo do autor com alguma organização criminosa.
Investigação
O caso foi registrado, em tese, como possível crime de ameaça, previsto no artigo 147 do Código Penal. Na ocasião, foram entregues à Polícia Civil capturas de tela das conversas, registros de ligações e arquivos de áudio.
Com a nova mensagem, o conteúdo das ameaças passa a incluir uma referência direta à possibilidade de incêndio da residência da vítima. O material poderá ser incorporado à investigação para auxiliar na identificação do responsável pelos contatos e na apuração da autoria e da motivação.
Até o momento, não há confirmação oficial sobre a identidade do responsável pelas mensagens nem sobre eventual vínculo dele com grupo criminoso. A investigação é conduzida pela Polícia Civil de Ponta Porã.





