Soja: Semana termina devagar, preços não reagem e colheita ganha ritmo; confira os preços pelo Brasil
O mercado brasileiro de soja encerrou a semana sem novidades relevantes, com uma sessão lenta e poucos negócios reportados. De acordo com o analista da consultoria Safras & Mercado, Rafael Silveira, o ambiente seguiu travado, com baixa participação dos agentes.
A Bolsa de Chicago registrou alta, mas sem força expressiva, enquanto os prêmios tiveram pouca variação e o dólar permaneceu praticamente neutro. Silveira destaca que o vendedor segue fora do mercado, sem aceitar as ofertas atuais, enquanto os compradores mantêm suas indicações, ampliando o spread entre as intenções das partes.
Nesse contexto, a colheita começa a ganhar mais ritmo e passa a ser o foco do produtor daqui em diante. No geral, as cotações ao longo da curva seguem fracas, com negócios avançando apenas em volumes pequenos da safra nova.
Mercado físico no Brasil
Passo Fundo (RS): manteve R$ 131,00
Santa Rosa (RS): manteve em R$ 132,00
Cascavel (PR): manteve em R$ 122,00
Rondonópolis (MT): manteve em R$ 115,00
Dourados (MS): caiu de R$ 116,00 para R$ 115,00
Rio Verde (GO): manteve em R$ 115,00
Paranaguá (PR): foi de R$ 133,00 para R$ 132,00
Rio Grande (RS): manteve em R$ 134,00
Soja em Chicago
Os contratos futuros da soja fecharam a sexta-feira (16) em alta na Bolsa de Chicago (CBOT), pela terceira sessão seguida. Após a forte baixa no início da semana, provocada pelo relatório baixista do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), o mercado engatou três sessões consecutivas de ganhos, reduzindo a retratação acumulada.
Os agentes seguem atentos ao ritmo das compras chinesas de soja americana. A avaliação é que o volume de 12 milhões de toneladas acertado entre Washington e Pequim em outubro está próximo de ser atingido até fevereiro.
Ao mesmo tempo, as lavouras se desenvolvem bem na América do Sul, sinalizando oferta ampla para entrar no mercado global.
A consultoria Safras & Mercado estima que a produção brasileira de soja em 2025/26 deverá totalizar 179,28 milhões de toneladas, alta de 4,3% sobre a safra anterior, que foi de 171,84 milhões de toneladas. Na estimativa anterior, de 19 de novembro, a projeção era de 178,76 milhões de toneladas.
A área cultivada deve crescer 1,5%, para 48,33 milhões de hectares, ante 47,64 milhões em 2024/25. A produtividade média deverá passar de 3.625 para 3.728 quilos por hectare.
Contratos futuros de soja
Os contratos da soja em grão para março fecharam em alta de 4,75 centavos de dólar (0,45%), a US$ 10,57 3/4 por bushel. A posição maio avançou 4,50 centavos (0,42%), para US$ 10,68 3/4 por bushel.
No farelo, o contrato março subiu US$ 0,80 (0,27%), para US$ 290,00 por tonelada. No óleo, o vencimento março recuou 0,36 centavo (0,67%), para 52,61 centavos de dólar.
Câmbio
O dólar comercial encerrou o dia em alta de 0,11%, cotado a R$ 5,3730 para venda e R$ 5,3710 para compra. A moeda oscilou entre R$ 5,3646 e R$ 5,3946 ao longo da sessão. Na semana, o dólar acumulou valorização de 0,13%.
Canal Rural






