Caso: Réu por morte de PM nega crime e insiste que mulher tirou a própria vida

Julho 14, 2026 - 06:24
Caso: Réu por morte de PM nega crime e insiste que mulher tirou a própria vida
(Foto: Reprodução/TVMS Record)

O pintor Gilberto Jarson, de 50 anos, réu pela morte da companheira Marlene de Brito Rodrigues, de 59 anos, que era subtenente da Polícia Militar, falou em juízo durante audiência de instrução do processo na 2ª Vara do Tribunal do Júri, no Fórum de Campo Grande (MS), na tarde desta segunda-feira, 13 de julho. Ele nega ter cometido o crime e afirma que a mulher tirou a própria vida.

Diante do juiz, ele repetiu as alegações já apresentadas à Polícia Civil. Gilberto Jarson insistiu na tese do suicídio e reiterou que tentou tirar a arma da mão da mulher, mas não conseguiu e ela disparou contra a própria cabeça. Segundo ele, a mulher estaria deprimida e teria, inclusive, gravado vídeos sinalizando que poderia cometer suicídio.

O depoimento desta segunda-feira, foi o primeiro de Gilberto Jarson em juízo desde a morte de Marlene de Brito que ocorreu dentro da casa dela no bairro Estrela Dalva, na Capital, na tarde de 6 de abril. A policial militar morreu com um tiro do lado esquerdo do pescoço.

Réu por morte de PM nega crime
Marlene de Brito Rodrigues era subtenente da Polícia Militar (Foto: Arquivo Pessoal)

O advogado do réu Jeferson Soares confirmou que a estratégia é continuar sustentando que Marlene de Brito tirou a própria vida. Ele revelou ainda que pretende pedir perícia em aparelhos eletrônicos em busca de gravações que sustentem a versão apresentada por Gilberto. "Vamos trabalhar que foi suicídio. Por mais que os vídeos tenham sido apagados, a perícia profissional consegue recuperar", acredita o advogado.

Vale mencionar que familiares negam que Marlene de Brito estivesse deprimida ou triste. Além do feminicídio, o réu responde também por armazenamento de pornografia infantil e ao ser questionado, negou o crime, alegando desconhecer as imagens.

Réu por morte de PM nega crime
(Foto: Reprodução/TVMS Record)

Encerrada a fase de instrução, será concedido o prazo de 10 dias para que acusação e defesa apresentem suas alegações finais no processo. Depois disso, o juiz decidirá se o réu vai ou não a júri popular.

  • DENUNCIE A VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER - Não se cale! Denuncie a violência contra a mulher! Ligue: 180 Central de Atendimento à Mulher (disponível 24); 190 Polícia Militar; (67) 2020-1300 Casa da Mulher Brasileira em Campo Grande; 197 Delegacias da Mulher no interior de MS; (67) 99825-0096 Denúncias ao Ministério Público Estadual.

(Com informações da TVMS Record)