Natureza: MS lidera contagem de araras-azuis no Brasil

Setembro 5, 2026 - 11:58
Natureza: MS lidera contagem de araras-azuis no Brasil
(Divulgação)

Se existe um lugar onde a arara-azul resolveu fazer bonito, é no Mato Grosso do Sul. O Estado foi o grande destaque da segunda edição do Big Day das Araras Azuis, mobilização realizada nos dias 1º e 2 de agosto para contar e registrar a presença da espécie na natureza.

Ao todo, foram 1.313 araras-azuis registradas em três países: 1.095 no Brasil, 208 na Bolívia e dez no Paraguai. E Mato Grosso do Sul ficou no topo do ranking brasileiro, com nada menos que 493 aves avistadas. O número representa quase metade de todos os registros feitos em território nacional.

A contagem reuniu participantes de diferentes regiões e alcançou 31 municípios de seis estados brasileiros. Depois de MS, aparecem Mato Grosso, com 293 araras; Pará, com 240; Goiás, com 54; Bahia, com dez; e Tocantins, com cinco.

Pantanal também fez bonito

O ranking por municípios mostra ainda mais a força de MS na contagem. Miranda ficou em terceiro lugar no Brasil, com 165 araras-azuis registradas. Corumbá apareceu em quarto, com 131, e Rochedo ficou em quinto, com 55. Aquidauana também entrou na lista, com 41 aves avistadas.

O primeiro lugar ficou com Barão de Melgaço, em Mato Grosso, que registrou 261 araras, seguido por Canaã dos Carajás, no Pará, com 182.

O Big Day não ficou restrito ao Brasil. Além dos registros em Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Pará, Goiás, Bahia e Tocantins, a mobilização também contou com observadores na Bolívia e no Paraguai.

Ao todo, mais de 200 pessoas participaram da ação nos três países, mostrando que, para acompanhar uma arara-azul, vale até atravessar fronteira.

Em MS, a iniciativa também ganhou participação de uma equipe do Instituto Mamede, que saiu de Campo Grande rumo ao Tocantins para ajudar a preencher uma lacuna nos registros da espécie. Em 2025, não havia sido registrada nenhuma arara-azul no estado.

A expedição pelo Jalapão confirmou a presença da espécie no Tocantins, mas com um alerta: foram encontradas apenas cinco araras. Segundo a bióloga e educadora ambiental Maristela Benites, em 2019 a equipe havia registrado um número maior de indivíduos na região.

Mais que uma contagem

Apesar do clima de celebração pelos números, o Big Day também funciona como uma importante ferramenta de conservação. Os registros ajudam pesquisadores a entender onde as araras estão, acompanhar mudanças na distribuição da espécie e identificar possíveis áreas que precisam de maior atenção.

Para Neiva Guedes, presidente e fundadora do Instituto Arara Azul, os dados são especialmente importantes diante das mudanças climáticas e podem ajudar a identificar locais onde a presença das aves está diminuindo.

O Estado Online