Inteligências artificiais são debatidas em encontro nacional de tribunais eleitorais
O presidente do TRE-MS (Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul), o desembargador Carlos Eduardo Contar, afirma se preocupar com o avança da desinformação e uso indiscriminado das IAs (inteligência artificial) generativas durante as Eleições 2026. Fala aconteceu nesta quinta-feira (5), durante a 90ª edição do Coptrel (Colégio de Presidentes dos Tribunais Regionais Eleitorais) em Recife.
Contar, que também é presidente do colegiado, comenta que o tema impacta diretamente o funcionamento da Justiça Eleitoral, exigindo atuação integrada entre os TREs e rebate em toda a estrutura dos órgãos.
Ressalta ainda a importância da colaboração das áreas de comunicação das cortes para enfrentar o problema de maneira conjunta. “Precisamos atuar em conjunto, em parceria entre nós”, comenta o desembargador.
Houve ainda a discussão entre os gestores de comunicação de como a disseminação de conteúdos falsos nas redes sociais. Foi levantado o uso das IAs na produção de posts enganosos, o impacto e a necessidade de ampliar a educação midiática para fortalecer a confiança social no processo democrático.
O Coptrel é um fórum formado pelos tribunais eleitorais do Brasil para a discussão e deliberação da Justiça Eleitoral, com objetivo de fortalecer boas práticas e a atuação em todo o território nacional.
Além do uso de IAs generativas, também foram debatidos a violência de gênero, a inclusão de populações vulneráveis e o combate a desinformação. O anfitrião do evento, o desembargador e presidente do TRE-PE Fernando Cerqueira, classificou os assuntos como um dos principais desafios da JE este ano.
No início da semana, a corte do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) realizou sessão para debater sobre o uso das inteligências artificiais em propagandas eleitorais. De acordo com a resolução assinada na terça-feira (3), resolve que imagens geradas sinteticamente ou adulteradas usando a tecnologia devem ser informadas explicitamente que o conteúdo foi fabricado usando ferramentas do tipo.
Ainda de acordo com a resolução, não é permitido o uso de imagens sintetizadas em programas especializados durante as 72 horas anteriores ao término do pleito. As decisões valem para publicações, reposts, conteúdos impulsionados ou em qualquer modalidade de propaganda eleitoral. O descumprimento prevê imediata remoção do conteúdo.
O Estado Online











