Pasto: Produtores devem planejar alimentação do rebanho antes da seca para evitar prejuízos

Julho 13, 2026 - 17:14
Pasto: Produtores devem planejar alimentação do rebanho antes da seca para evitar prejuízos
Crédito Embrapa

Com a aproximação do período seco em Mato Grosso do Sul, o Senar-MS (Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso do Sul) alerta que o planejamento da alimentação do rebanho é uma das principais medidas para evitar perdas na pecuária. A falta de preparo pode comprometer o ganho de peso dos animais, reduzir a produção de leite, afetar os índices reprodutivos e aumentar os custos da propriedade.

Segundo o supervisor de campo da Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) em Bovinocultura de Corte do Senar/MS e especialista em nutrição de bovinos de corte, Andrei Pereira Neves, a estiagem é um fenômeno recorrente e deve fazer parte do planejamento anual das fazendas.

“A seca não é novidade. Todos os anos ela chega e, por isso, a palavra que o produtor precisa ter em mente é planejamento. Quem se prepara consegue atravessar esse período mantendo a produção e reduzindo impactos econômicos negativos”, afirma.

Durante a estiagem, a redução das chuvas e das temperaturas diminui o crescimento das pastagens e reduz a qualidade nutricional da forragem. Com menos alimento disponível e menor teor de proteína no capim, os animais aproveitam menos os nutrientes, o que impacta diretamente a produtividade do rebanho.

Para minimizar esses efeitos, o especialista recomenda que o produtor defina antecipadamente a estratégia de alimentação da propriedade. Entre as principais alternativas estão o diferimento de pastagens, a produção de silagem, a implantação de capineiras, a suplementação estratégica, além do ajuste da lotação das áreas e da formação de reservas de alimento.

Outro ponto destacado pelo Senar-MS é o impacto financeiro causado pela falta de planejamento. De acordo com Andrei Neves, deixar para comprar feno, ração ou outros insumos quando a seca já começou costuma resultar em custos mais elevados.

“O que acontece, muitas vezes, é que o produtor deixa para buscar feno, ração ou outros alimentos quando a seca já chegou. Nessa época, normalmente os preços aumentam. De última hora, nada planejado sai como esperado e o custo acaba sendo maior. O principal é começar a se preparar antes, organizando o manejo do capim e formando uma reserva de alimento para chegar ao período seco com mais segurança”, orienta.

O especialista ressalta que não existe uma solução única para todas as propriedades. A estratégia ideal deve considerar fatores como a categoria dos animais, o objetivo da produção, a infraestrutura disponível, a mão de obra e a capacidade de investimento do produtor.

“Quando o produtor planeja o manejo, organiza a alimentação dos animais e utiliza a suplementação de forma estratégica, a estiagem deixa de ser um problema inesperado e passa a fazer parte do planejamento da propriedade. O importante é escolher a ferramenta que melhor atende à realidade de cada sistema de produção”, conclui.

As orientações foram apresentadas durante uma edição do Senar On, programa de capacitação técnica promovido pelo Senar-MS, que disponibiliza conteúdos voltados aos produtores rurais sobre manejo, nutrição animal e gestão da propriedade.

O Estado Online