Alta do petróleo eleva óleo e puxa soja
As cotações da soja registraram alta na Chicago Board of Trade durante a semana de 6 a 12 de março, impulsionadas principalmente pela valorização do óleo de soja no mercado internacional. A análise consta em relatório semanal da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema), divulgado na quinta-feira (12).
Segundo o levantamento, o movimento de alta está relacionado ao cenário geopolítico no Oriente Médio, que tem pressionado os preços do petróleo e influenciado diretamente o mercado de óleos vegetais. De acordo com a Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema), “o aumento do grão se dá, especialmente, pela forte alta do óleo de soja, puxada pelo petróleo”.
A valorização do subproduto foi expressiva ao longo do período. Conforme o relatório, “a libra-peso do subproduto da soja atingindo a 67,34 centavos de dólar no dia 12/03”. O avanço do óleo refletiu também no preço do farelo, que chegou a US$ 319,90 por tonelada curta na mesma data.
Com esse movimento, o preço do grão ultrapassou o patamar de US$ 12,00 por bushel ao longo da semana. O fechamento da quinta-feira (12) foi registrado em US$ 12,13 por bushel, ante US$ 11,63 uma semana antes. Segundo a análise da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema), a última vez que o primeiro contrato da soja em Chicago havia superado esse nível ocorreu em 6 de junho de 2024.
O relatório também menciona a divulgação do balanço de oferta e demanda pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), em 10 de março. Segundo o documento, não houve alterações relevantes nas estimativas para a oleaginosa.
A produção dos Estados Unidos foi mantida em 116 milhões de toneladas, enquanto a projeção de colheita no Brasil permanece em 180 milhões de toneladas. Houve apenas ajuste na estimativa de produção da Argentina, que passou a 48 milhões de toneladas.
No cenário global, a produção total para 2025/26 foi reduzida em um milhão de toneladas, alcançando 427,2 milhões de toneladas. Os estoques finais mundiais foram mantidos em 125 milhões de toneladas e as importações da China seguem estimadas em 112 milhões de toneladas.
A análise também destaca o desempenho da safra no Paraguai. Segundo estimativas da StoneX, o país deve registrar uma supersafra, com produção projetada em 11,8 milhões de toneladas no atual ano comercial.
No mercado chinês, as importações de soja apresentaram recuo nos dois primeiros meses do ano. De acordo com o relatório, “refletindo a maioria dos embarques dos EUA que ainda não chegaram, por colheitas mais lentas do Brasil e pela demora no desembaraço aduaneiro”.
A queda no primeiro bimestre foi de 7,8% em relação ao mesmo período do ano anterior, totalizando 12,6 milhões de toneladas. A expectativa, segundo dados citados da Reuters, é de recuperação a partir de março, com a previsão de chegada de 6,4 milhões de toneladas da oleaginosa aos portos chineses, ante 3,5 milhões no mesmo mês do ano passado.
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