Em 2026: Preço dos combustíveis cai em julho, mas diesel e gasolina ainda acumulam alta

Julho 31, 2026 - 07:32
Em 2026: Preço dos combustíveis cai em julho, mas diesel e gasolina ainda acumulam alta
(Divulgação)

Os motoristas tiveram um pequeno alívio no bolso em julho. Os preços médios dos combustíveis recuaram em quase todos os produtos analisados pelo Monitor de Preços de Combustíveis da Veloe, em parceria com a Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas). A maior redução foi registrada no etanol hidratado, que caiu 2,3%, seguido pelo diesel comum (-2,1%) e pelo diesel S-10 (-1,8%).

As gasolinas também apresentaram queda no período, enquanto o GNV (Gás Natural Veicular) foi o único combustível a registrar aumento, com alta de 4%, influenciado pelos reajustes na cadeia do gás natural.

Na média nacional, o litro do diesel S-10 ficou em R$ 6,981, enquanto o diesel comum teve preço médio de R$ 6,833. A gasolina aditivada foi encontrada a R$ 6,821 por litro e a gasolina comum a R$ 6,693. Já o etanol hidratado teve média de R$ 4,163.

Etanol ganha vantagem e fica mais competitivo

O destaque do levantamento foi a melhora da competitividade do etanol. O indicador que compara o custo-benefício do biocombustível em relação à gasolina caiu para 66,7%, o menor índice desde o início da série histórica, em 2017.

Quando o indicador fica abaixo de 70%, o etanol passa a ser considerado mais vantajoso economicamente para o consumidor, principalmente em Estados produtores ou próximos às regiões com maior oferta do combustível.

A maior disponibilidade de etanol no mercado interno ajudou a pressionar os preços para baixo. Segundo o levantamento, outros fatores que influenciaram o cenário foram a variação das cotações internacionais do petróleo, o câmbio e as mudanças nas medidas de controle de preços.

Queda em julho não elimina alta acumulada

Apesar da redução registrada no mês, os combustíveis continuam mais caros no acumulado de 2026.

Até julho, o diesel S-10 acumula alta de 13%, enquanto o diesel comum subiu 11,6%. A gasolina comum avançou 6,6% e a gasolina aditivada teve aumento de 6,1%.

Na comparação com julho de 2025, o diesel S-10 está 13,8% mais caro e o diesel comum subiu 12,4%. A gasolina comum teve alta de 6,4% no período de 12 meses, enquanto a aditivada aumentou 5,9%.

O etanol segue na direção oposta: além da queda em julho, acumula redução de 7% em 2026 e recuo de 2,2% na comparação anual.

Estados produtores têm preços menores

O levantamento também mostrou diferenças regionais nos valores dos combustíveis. O Distrito Federal apresentou a menor média da gasolina comum, com R$ 6,319 por litro. Já Mato Grosso registrou o menor preço médio do etanol hidratado, com R$ 3,847, favorecido pela proximidade com áreas produtoras.

No diesel, o Rio Grande do Sul teve o menor valor médio do diesel S-10, com R$ 6,506, enquanto o Paraná apresentou o menor preço do diesel comum, com R$ 6,353.

Mesmo com a queda recente, o mercado continua sensível a fatores como preço internacional do petróleo, variação do dólar e condições de oferta interna. Para os consumidores, a principal mudança de julho foi a maior vantagem do etanol, especialmente nos Estados onde o biocombustível chega com menor custo às bombas.

Com informações de Estadão Conteúdo