Alerta Climatempo, El Niño continua ganhando força e pode bater recorde histórico
O fenômeno El Niño segue em processo de intensificação e pode se tornar o mais forte já registrado desde o início das medições modernas, em 1950. A avaliação é da Climatempo, com base nos dados mais recentes divulgados pela Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA).
Segundo o monitoramento, o aquecimento das águas do Oceano Pacífico Equatorial se intensificou nos últimos dois meses, confirmando a previsão de que o evento climático atingiria forte intensidade ao longo de 2026.
Os dados da NOAA mostram que a temperatura da superfície do mar permanece acima da média em grande parte das regiões central e leste do Pacífico Equatorial. Além disso, a atmosfera apresenta características típicas do El Niño, reforçando a atuação do fenômeno.
Fenômeno já está na categoria forte
A média das anomalias registrada entre 5 de julho e 1º de agosto de 2026 indica aquecimento significativo:
Região Niño 3.4: +1,5°C
Região Niño 3: +2,1°C
Região Niño 1+2: +3,2°C
Com anomalia de 1,5°C na região Niño 3.4, o El Niño já é oficialmente classificado como forte.
Crédito: Clima Tempo
Tendência é de intensificação
De acordo com a Climatempo, o calor acumulado nas camadas superficiais e profundas do oceano, aliado à atuação das chamadas ondas de Kelvin oceânicas, cria condições para que o fenômeno continue se fortalecendo nos próximos meses.
A previsão do Climate Prediction Center (CPC) indica 81% de probabilidade de o episódio atingir a categoria de El Niño muito forte entre outubro e dezembro de 2026.
Já a NOAA estima 97% de chance de que o fenômeno permaneça ativo até o início da primavera de 2027.
Impactos podem durar até 2027
A Climatempo destaca que os efeitos do El Niño deverão ser sentidos durante todo o verão 2026/2027, com possibilidade de o fenômeno permanecer ativo por mais tempo do que o habitual.
O enfraquecimento é esperado apenas ao longo do outono de 2027, prolongando seus impactos sobre o clima em diferentes regiões do planeta.
A empresa informou que seguirá monitorando a evolução do fenômeno e seus reflexos sobre as condições meteorológicas que podem afetar a população brasileira.
O Estado Online









