Alerta Climatempo, El Niño continua ganhando força e pode bater recorde histórico

Agosto 7, 2026 - 05:56
Alerta Climatempo,  El Niño continua ganhando força e pode bater recorde histórico
Crédito: Magnific / Imagem Ilustrativa

O fenômeno El Niño segue em processo de intensificação e pode se tornar o mais forte já registrado desde o início das medições modernas, em 1950. A avaliação é da Climatempo, com base nos dados mais recentes divulgados pela Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA).

Segundo o monitoramento, o aquecimento das águas do Oceano Pacífico Equatorial se intensificou nos últimos dois meses, confirmando a previsão de que o evento climático atingiria forte intensidade ao longo de 2026.

Os dados da NOAA mostram que a temperatura da superfície do mar permanece acima da média em grande parte das regiões central e leste do Pacífico Equatorial. Além disso, a atmosfera apresenta características típicas do El Niño, reforçando a atuação do fenômeno.

Fenômeno já está na categoria forte

A média das anomalias registrada entre 5 de julho e 1º de agosto de 2026 indica aquecimento significativo:

Região Niño 3.4: +1,5°C

Região Niño 3: +2,1°C

Região Niño 1+2: +3,2°C

 

Com anomalia de 1,5°C na região Niño 3.4, o El Niño já é oficialmente classificado como forte.

Crédito: Clima Tempo

Tendência é de intensificação

De acordo com a Climatempo, o calor acumulado nas camadas superficiais e profundas do oceano, aliado à atuação das chamadas ondas de Kelvin oceânicas, cria condições para que o fenômeno continue se fortalecendo nos próximos meses.

A previsão do Climate Prediction Center (CPC) indica 81% de probabilidade de o episódio atingir a categoria de El Niño muito forte entre outubro e dezembro de 2026.

Já a NOAA estima 97% de chance de que o fenômeno permaneça ativo até o início da primavera de 2027.

Impactos podem durar até 2027

A Climatempo destaca que os efeitos do El Niño deverão ser sentidos durante todo o verão 2026/2027, com possibilidade de o fenômeno permanecer ativo por mais tempo do que o habitual.

O enfraquecimento é esperado apenas ao longo do outono de 2027, prolongando seus impactos sobre o clima em diferentes regiões do planeta.

A empresa informou que seguirá monitorando a evolução do fenômeno e seus reflexos sobre as condições meteorológicas que podem afetar a população brasileira.

O Estado Online