Apenas 0,2% da área foi colhida: Chuvas atrasam colheita do milho em MS

Junho 27, 2026 - 11:06
Apenas 0,2% da área foi colhida: Chuvas atrasam colheita do milho em MS
Foto: Pedro Lopez

A colheita do milho segunda safra 2025/2026 segue em ritmo lento em Mato Grosso do Sul. De acordo com o Projeto SIGA-MS (Sistema de Informação Geográfica do Agronegócio de Mato Grosso do Sul), executado pela Aprosoja-MS (Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso do Sul) com recursos do Fundems (Fundo para o Desenvolvimento das Culturas de Milho e Soja) e da Semadesc (Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação), apenas 0,2% da área cultivada havia sido colhida até a terceira semana de junho.

O índice representa um atraso de aproximadamente 4,1 pontos percentuais em comparação com o mesmo período da safra anterior. Segundo o coordenador técnico da Aprosoja-MS, Gabriel Balta, as chuvas registradas nas principais regiões produtoras explicam a lentidão dos trabalhos no campo.

“O volume elevado de precipitações registrado nos principais municípios produtores de milho contribuiu para retardar o avanço da colheita. Apesar disso, é importante destacar que, historicamente, a colheita do milho em Mato Grosso do Sul ganha intensidade a partir da segunda quinzena de julho, com pico das atividades entre o final de julho e o início de setembro”, afirmou.

O coordenador também alertou que, embora o milho possa permanecer por mais tempo no campo do que a soja, as condições climáticas deste ano exigem atenção dos produtores.

“O milho normalmente pode permanecer mais tempo no campo sem grandes prejuízos, devido às condições climáticas mais secas durante o período de colheita. No entanto, neste ano, observamos maior instabilidade climática, com possibilidade de chuvas irregulares, ventos fortes e até ocorrência de granizo em algumas regiões. Por isso, é recomendável que os produtores acompanhem as condições das lavouras e realizem a colheita dentro da melhor janela possível”, orientou.

O levantamento mostra que as regiões nordeste, norte e oeste apresentam as melhores condições de desenvolvimento das lavouras, com índices de áreas em boas condições variando entre 79% e 92%.

Já nas regiões sudoeste, sudeste, sul, sul-fronteira e centro, o cenário é menos favorável. Nessas localidades, as lavouras classificadas como ruins chegam a 24%, enquanto as áreas consideradas regulares variam entre 16% e 31%.

A previsão climática para o período entre 22 de junho e 8 de julho indica acumulados de chuva entre 10 e 50 milímetros nas regiões centro-sul, sudeste e nordeste de Mato Grosso do Sul, o que pode continuar influenciando o ritmo da colheita nas próximas semanas.

O Estado Online